Abrafor

A Abrafor é fruto da perda do casal, Jesus e Zulmira Máximo. Eles perderam os seus três filhos em anos diferentes. Cinco meses antes do terceiro filho, Antônio Máximo Neto, morrer, ele pediu para o Padre Adalmiran cuidar dos seus pais, caso acontecesse alguma fatalidade com ele: “Cuide dos meus pais e os não deixe órfãos de filhos”. Desde então, a missão da Abrafor é cuidar de pais enlutados.

Fundador

O Padre Adalmiran junto com o casal Jesus e Zulmira fundaram a ABRAFOR (Associação Brasileira de Apoio às Famílias Órfãs), com o objetivo de não deixar os pais órfãos de filhos abandonados. A sua missão é confortar a dor causada pelo luto, na perda de entes queridos pela fé em Jesus, através da oração e trabalho social voltado aos mais carentes.

A padroeira

São Luís Martin e Santa Zélia Guérin, pais de Santa Teresa de Lisieux, foram o primeiro casal a ser canonizado em uma mesma cerimônia na história da Igreja.

São Luís Martin e Santa Zélia Guérin

“Os santos esposos (…) viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”, disse o Papa Francisco em 18 de outubro de 2015, durante a missa de canonização.

A família, depois de dezenove anos de matrimônio, ante a crise econômica que afligia a França, querendo garantir o bem-estar e o futuro a seus filhos, encontrou a força para deixar a cidade francesa de Alençon e se mudar para Lisieux.

Luís Martin trabalhou como relojoeiro e joalheiro, e Zélia Guérin como pequena empresária de uma oficina de bordado. Junto com suas cinco filhas, deram seu tempo e seu dinheiro a fim de ajudar os mais necessitados.

Luís Martin nasceu em Bordeaux (França) em 1823 e faleceu em Arnières-sur-Iton (França) em 1894. Enquanto Maria Zélia Guérin nasceu em San Saint-Denis-Sarthon (França) em 1831 e faleceu em Alençon (França), em 1877.

Ambos foram pessoas devotas desde muito jovens. Durante sua juventude e antes de se conhecerem, Maria Zélia queria levar uma vida religiosa no mosteiro das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, enquanto Luís Martin sentia o mesmo desejo de dedicar sua vida a Deus e foi para o mosteiro do Grande São Bernardo.

Nenhum dos dois foi aceito, uma vez que Deus tinha outro plano para eles.

Os jovens se conheceram e o entendimento foi tão rápido que se casaram em 13 de julho de 1858, apenas três meses após seu primeiro encontro.

Levaram uma vida matrimonial exemplar: missa diária, oração pessoal e comunitária, confissão frequente, participação na vida paroquial.

De sua união, nasceram nove filhos, quatro dos quais morreram prematuramente.

Entre as cinco filhas que sobreviveram estava Santa Teresinha, a futura santa padroeira das missões, que é uma fonte preciosa para a compreensão da santidade de seus pais: educavam suas filhas para serem boas cristãs e cidadãs honestas.

Quando sua esposa Zélia morreu em 1877, Luís se viu sozinho para seguir adiante com sua família e suas filhas pequenas. Mudou-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia; deste modo, a tia Celina pôde cuidar das filhas.

Entre 1882 e 1887, Luís acompanhou três de suas filhas para o Carmelo. O maior sacrifício foi se separar de Teresa, que entrou no Carmelo aos 15 anos e iniciaria seu caminho para a santidade.

No Brasil e no mundo há milhares de organizações que amparam crianças órfãs, porém desconheço alguma que se volte para pais e mães órfãos de filhos que faleceram precocemente… Diante disso eu, Padre  Adalmiran, ao viver o drama de uma família em minha paróquia na cidade de Farias Brito CE, que perdeu, em 21 anos, os seus três filhos em datas e fatalidades diferentes e ainda assim não perdeu a sua fé, decidi, contando com eles, criar a ABRAFOR – Associação Brasileira de Apoio às Famílias Órfãs. Iniciamos criando um Memorial com fotos destes jovens e crianças que faleceram e ficam expostas no Pontal do Pe. Cícero, um espaço sagrado e acolhedor de romarias em Farias Brito onde, o Padim (como os romeiros chamam o Pe. Cícero), de passagem pela cidade, parou para descansar. Ao amarrar a sua montaria a um pé de Juá disse aos que o rodeavam: – “Nunca cortem esta árvore, pois no futuro, quando o mar virar sertão e o sertão virar mar este local será um porto onde os navios atracarão.”

Pé de Juá – Este pé de Juá ainda existe e ao seu redor criou-se o Pontal do Padre Cícero, onde podemos avistar todo o vale do Cariri. No Pontal, a memória do Padre Cícero é lembrada por romeiros e visitantes, que ao pé da imagem do Padim fazem preces e agradecimentos e rezam todos os dias 20. Além, de funcionar a sede da ABRAFOR.

O Farol – A inspiração de construir nas proximidades do Pontal, surgiu da profecia e do simbolismo da presença e luz de Jesus, em nossas vidas. A ideia é construir um Farol Marítimo, que possa ser visto de longe pelas cidades do Cariri. Este Farol simboliza a Luz de Cristo não apenas para os pais e mães órfãos de filhos e filhas, mas também para todos os romeiros do Padre Cícero e visitantes. Com o apoio da Marinha do Brasil, será criado um museu com peças náuticas, que mostrarão aos visitantes o trabalho da Marinha Brasileira, incentivando jovens a seguirem a carreira militar. E um hotel em forma de navio, incentivando, ainda mais, o turismo na região.

Mares da Vida – O farol que construiremos juntos será uma luz para as pessoas que estiverem desorientadas ou perdidas nos mares da vida, às vezes, tão turbulento. Para fortalecer nosso projeto de desenvolvimento regional preciso ter um espaço de segunda a sexta na RedeVida de Televisão (que alcança todo o Brasil) para falar ao povo brasileiro do Padim Ciço, da ABRAFOR e de nosso Farol que é um porto seguro para a fé de romeiros e visitantes.